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Quero pagar as minhas contas!

Quero pagar as minhas contas!

Porque é que os ricos ficam mais ricos?

Estava eu a visualizar as capas dos jornais de sábado - hábito que mantenho há alguns anos - quando me deparo com a seguinte capa:

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Pois bem, à primeira vista é apenas mais uma capa, mas o que me chamou a atenção foi a seguinte notícia.

jornaleconomico2.png

 

Como isto me interessa, fui tentar obter a notícia para a ler. A notícia tem como protagonista a CEO de uma empresa de Investimentos que publicará um livro - "Livro do Investimento em Valor" - sobre investimento nos mercados. A especialista refere que "dois terços da poupança dos portugueses está em depósitos bancários que hoje têm um rendimento real negativo" já que a "taxa de inflação na zona euro é de 1,8% e a taxa média dos depósitos a prazo é 0,15%". Isto vem de encontro ao facto de eu querer pagar as minhas dívidas, mas também apostar em valorizar o mais que puder as minhas poupanças. Depósitos a prazo está fora de questão, para isso mais vale o dinheiro estar em casa parado. Segui esta premissa quando apostei no investimento imobiliário, mas de acordo com a mesma, o investimento mobiliário está ligado às grandes crises anteriores e apresenta riscos como falta de liquidez, excesso de concentração de capital num único activo... Só para imaginarem, a valorização das casas, nos últimos 120 anos, foi de 0,3%, de acordo com um estudo norte americano. Ela ainda salienta que "os ricos ficam ricos porque, ao contrário da classe média, investem uma proporção muito pequena do seu património em imobiliário".

Se antes desta notícia já queria aprender mais sobre investir em acções, agora vou mesmo em frente. Claro que primeiro vou ler sobre o assunto, até porque o mais importante, neste momento, é pagar as minhas dívidas.

O dinheiro e o stress

Vou ser sincera... Eu tenho um medo terrível de ficar sem dinheiro. De perder o meu emprego, ficar sem receitas e, perder aquilo que tenho. Para alguns de vocês, estes pensamentos são para rir, mas, na minha opinião, depende da personalidade de cada um, de como se encara a vida.

Eu tenho um irmão que teve a mesma educação que eu e ele encara a questão do dinheiro totalmente diferente de mim. Para ele é inconcebível poupar dinheiro para amanhã. Para mim o viver o dia está fora de hipótese. Gosto de ter uma almofada financeira.

Recentemente tenho lido acerca do minimalismo. E uma das páginas que sigo é do autor Joshua Becker. Num dos seus últimos artigos, este autor abordou o tema do stress causado pelo dinheiro. De acordo com o mesmo, este stress com o dinheiro atinge todas as classes socioeconómicas e não apenas as classes onde abunda a escassez do mesmo.

Posto isto, o mesmo elencou alguns itens que podemos adoptar para reduzir este stress financeiro.

  • Precisamos menos do que aquilo que pensamos: pus-me a pensar nisto e realmente, uma grande parte dos meus gastos tem a ver com marketing puro e duro. São acessórios que não necessito e realmente, hoje em dia, há uma total desvirtualização na nossa sociedade daquilo que é indispensável e dispensável.
  • O dinheiro não nos faz feliz: sem dúvida, mas também onde há falta de dinheiro, há mais propensão a discussões. É a minha opinião, vale o que vale, mas verifico à minha volta que muitos casais têm discussões por causa de dinheiro. O dinheiro não aumenta o nosso grau de felicidade mas dá estabilidade e segurança.
  • O dinheiro não deve ser o maior objetivo do nosso emprego: de acordo com Joshua, “a compensação financeira não tem sucesso como motivador a longo prazo”. Tudo muito bonito, mas aposto que 90% das pessoas deixariam o seu emprego se ganhassem o Euromilhões...
  • Ter dinheiro traz problemas: a riqueza financeira traz também problemas como distorção da empatia, obscuração do julgamento moral, distorção da empatia, promoção da arrogância... É obvio que os ricos também têm problemas, mas acho que estes problemas abordados não acontecem sempre. Há determinadas pessoas que tivessem dinheiro seriam as mesmas, e outras que valha-me Deus, só as queria longe (já asquero mesmo elas não tendo esse poderio financeiro...).
  • Desejar ser rico rouba qualidade de vida: consumimos tempo, desperdiçamos tempo em sermos mais ricos. Sem dúvida que é verdade, mas, no meu caso, o equilíbrio deve ser a base de tudo na vida. Poupar/investir sim mas sem nunca perder os bons momentos que a vida nos propicia.
  • Viver além do nosso orçamento causa stress: sem dúvida que é verdade. E neste momento, em que procuro não pensar muito nos gastos diários, saber que gasto mais do que aquilo que ganho, deixa-me apreensiva e aumenta-me o nível de stress.
  • Existe alegria em dar dinheiro: para o autor a generosidade tem benefícios maravilhosos. Sempre foi minha prática ajudar financeiramente algumas associações, nem que fosse com €5. Mas depois do que houve em Pedrógão, onde eu ajudei financeiramente, nunca mais ajudei associação alguma. Além de Pedrógão, soube de uma outra associação conhecida, a qual ajudei, que os fundos obtidos têm um destino MUITO dúbio.
  • A segurança causada pelo dinheiro ou bens materiais é fugaz: trabalhamos horas para comprar bens, construir casas maiores e gastamos grandes quantidades de energia mantendo esse status. Sem dúvida que é verdade e uma das premissas para me libertar um pouco é destralhar em casa.
  • Dinheiro é apenas uma ferramenta: tentar compreender que o dinheiro é apenas uma ferramenta e que o stress causado por querer adquirir mais e mais tem resultados nefastos para a nossa qualidade de vida. 

Sem dúvida que este artigo escrito por Joshua é elucidativo. Uma das minhas premissas com este blog é trabalhar este aspecto negativo com que lido quando a questão é o dinheiro. Gostava de deixar de ter estes medos, mas penso que uma primeira atitude será adequar o orçamento familiar.

Vocês também têm este medo? Que táticas usam para não pensar muito no assunto?

Necessidades de compra

Um dos blogs que leio com regularidade devido ao conteúdo enriquecedor é o blog Ovelha Ostra.  Num dos últimos posts, o autor deste blog apresenta uma dica anti-consumismo interessante e, na minha opinião, vale a pena implementar no nosso dia a dia. Mas quando temos mesmo que comprar, isto é, a necessidade é muita, a abordagem terá de mudar.

Lembro-me de ter lido uma teoria interessante para lutar contra o consumismo: a hierarquia das necessidades de compra. Vou descrevê-la para vos dar a conhecer, penso que será interessante para todos.

A hierarquia das necessidades de compra baseia-se em seis etapas. Por outras palavras, antes de comprar efetivamente aquela peça de roupa que tanto desejamos, porque não percorrer este processo:

  • Usa o que já tens: aquela blusa maravilhosa é lindíssima... Mas quantas blusas semelhantes temos no guarda-roupa? No outro dia estava a refletir comigo própria: já pensaram no número de peças de roupa que nós temos? E no máximo, nos dias em que chove, vestimos cerca de seis peças. Claro que não vamos andar todos os dias com a mesma roupa, mas por vezes, o marketing consumista leva a que não pensemos nisto e compremos por impulso.
  • Pede emprestado: na questão da roupa, já pedi emprestado roupa para o meu filho mais pequeno. Não faço disto hábito mas às vezes gastamos imenso dinheiro num determinado vestido para um determinado dia e se calhar temos amigas que poderiam emprestar um vestido semelhante ao que queremos. Por exemplo, quando queremos ler um determinado livro, porque não falar com os nossos amigos a ver se o têm e evitar este gasto?
  • Troca serviços/produtos: para exemplificar este passo vou falar numa ideia teórica. Por exemplo, queremos aprender inglês: podemos ter aquele amigo que não se importa de nos dar umas aulas – logo ele que sabe bem inglês – e para compensar podemos emprestar algo ou ensinar alguma das nossas virtudes.
  • Compra em 2ª mão: OLX, Custo Justo... Não é necessário falar disto, certo? Encontramos tudo nestes sites.
  • Do it yourself: Outro passo antes de terminar este processo é saber se o que pretendemos dá para ser feito por nós. Há inúmeros produtos, objetos que todos nós podemos construir.
  • Comprar: depois de tomar consciência que necessitamos mesmo daquela blusa mas nenhum passo anterior serviu as nossas intenções, aí sim, compramos.

 

E vocês? Têm alguma dica anti-consumista?

Objetivos para outubro

Zoo Sto. Inácio

Já vos disse que adoro fotografia? Esta foi tirada no Zoo Sto. Inácio, há cerca de três semanas. Um dia destes vou dar a minha opinião deste local. Mas voltando ao tema central deste blogue... Finanças: vou ser sincera. Sabia que tinha muitos gastos mas desejando atingir os meus objetivos, não posso continuar assim. Sempre fui apologista de que se deve desmembrar os objetivos maiores em metas mais simples. Assim sendo, a nível financeiro, eis os meus objetivos (mensuráveis, obviamente):

  • Baixar as despesas em 10%;
  • Aumentar os rendimentos em 5%; 

Para mim o mais difícil será aumentar os rendimentos porque os salários não variam mas como tenho um monte de coisas em casa sem utilidade, talvez os ponha a vender na OLX.

Outros objetivos para este mês de outubro:

  • Ir a um restaurante novo;
  • Montar o móvel do quarto do filho mais novo;
  • Experimentar uma aula de ioga;

Resumo do mês #1

Hoje já é dia 1 de Outubro e foi precisamente há um mês que iniciei esta minha luta diária contra os gastos supérfluos. Obviamente que este mês de setembro foi um período de tempo para conhecer as minhas receitas e despesas. E deixem-me que vos diga... Que desânimo eu tive ao olhar para o documento excel. Em resumo, as despesas foram 136% dos rendimentos obtidos. Face a isto, é fácil observar que gastei mais do que ganhei

Preciso olhar para estes dados como uma aprendizagem. Daqui para a frente o importante, para mim, é baixar as despesas, nomeadamente as refeições fora de casa, que representam 13% das despesas. Os créditos, motivo da criação deste blogue, totalizam 22,55% das despesas e se for verificar o que representa os créditos face aos rendimentos obtidos, eles sobem para 30,90%.

 

Assustador.